sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Fotografia Pinhole

Fotografia Pinhole

É possível um elefante passar por um buraco de agulha?

Raios de luz, pasando por um furinho em uma câmera escura, poderão fazer não só o elefante mas um mundo atravessar por aquele buraquinho.

A luz com suas propriedades físicas desempenha um papel instigante no processo de registro de imagens. Nesse trabalho são descritos o princípio de obtenção de imagens fotográficas e também como uma simples latinha pode ser transformada em uma "máquinha fotoráfica", denominada câmera pinhole.

Na Galeria Pinhole estão postadas fotos tiradas pelo Autor utilizando suas "máquinas" artesanais.

Em Vídeos o visitante encontrará clipes sobre tópicos desse universo que é a fotografia pinhole.

Princípio

Basicamente, uma pinhole é uma câmara escura com um furinho em um dos lados (feito com uma agulha) e com uma folha de papel fotográfico preso no outro. Ao se abrir o furinho a luz penetrará na câmara e fixará a imagem no papel fotográfico por meio de uma reação química entre a luz e a película existente no papel fotográfico.

Em uma máquina convencional e mesmo nas modernas digitais, o papel da lente é focalizar o objeto e dar nitidez à imagem fotografada. O diafragma e a velocidade do disparador controlam a quantidade de luz que entra na máquina. As máquinas automáticas fazem todo esse ajuste.

No caso da pinhole é o furinho que faz esse papel e por isso ele deve ser o menor possível. Isso é importante, pois a quantidade de luz é regulada pelo diâmetro do furinho e pelo tempo que o mesmo permanece aberto ao se fotografar. Como esse diâmetro é constante, o tempo de exposição é enorme em comparação com as máquinas convencionais, variando de 10s segundos a minutos, dependendo da quantidade de luz ambiente no momento da foto.

Breve histórico

Um dos primeiros registros da câmara escura pode ser visto no desenho que ilustra a observação que o astrônomo Gemma Frisius fez do eclipse solar de 1544 a partir de um quarto escuro.


No século XVII alguns artistas como o holandês Johannes Vermeer (1632-1675) utilizava o princípio da câmara escura em seu trabalho para ajustar os cenários da pintura.

A partir dos anos 40, as câmeras pinholes foram utilizadas pela física nuclear para fotografar raios X de alta energia e raios gamas.

Nos últimos 20 anos as pinholes têm sido usadas em naves espaciais para estudar a radiação solar e também para fotografar altas energias em plasmas.

As primeiras fotos pinholes datam dos anos de 1850 e nos anos seguintes já havia um comércio dessas câmeras. Nos dias de hoje esse comércio é profícuo, sendo possível encontrar câmeras pinholes sofisticadas. Em alguns modelos o buraco de agulha é feito com luz laser e seus preços competem com o custo das modernas câmeras.

A utilização da Pinhole

Por ser de fácil construção, a pinhole pode ser utilizada como recurso didático em diferentes áreas do conhecimento.

Além das infinitas possibilidades de sua utilização no ensino de Artes e História, ela também pode ser utilizada em Ciências, pois facilita a compreensão, por exemplo, do processo de formação da imagem no olho, além de conceitos da ciência envolvidos nos fundamentos da fotografia.